sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ALGUNS DOS PROJETOS DO SMIC EM 2013
BALANÇO DE ATIVIDADES DO ANO
Durante o ano de 2013, o Serviço Municipal de Informação ao Consumidor (SMIC) levou a efeito um vasto conjunto de iniciativas no âmbito de diversos projetos.
Relativamente aos projetos pelos quais foi responsável o autor desta postagem, pode referir-se que, no total, foram realizadas 59 ações (de sensibilização, formação e dinamização do Jogo do Consumidor), que abrangeram 1453 participantes, distribuídos por cinco projetos, conforme indica o quadro seguinte: 
                                                      QUADRO
                          AÇÕES E PARTICIPANTES POR PROJETO - JAN A DEZ 2013
         PROJETO
   N.º de
Ações
N.º de
Particip.
EDUCAÇÃO FINANCEIRA DOS CONSUMIDORES JOVENS
Sessões de Sensibilização + Jogo do Consumidor
25
530
OS JOVENS E O CONSUMO 
Sessões de Sensibilização + Jogo do Consumidor
25
611
GESTÃO DO ORÇAMENTO FAMILIAR
Sessões de Sensibilização
5
151
OS CONSUMIDORES E A PREVENÇÃO
Sessões de Sensibilização
2
99
AÇÕES DE FORMAÇÃO
2
62
         TOTAL
59
1453
 


Quanto aos destinatários, visaram-se diferentes públicos, nomeadamente: 
  • EDUCAÇÃO FINANCEIRA DOS CONSUMIDORES JOVENS - para técnicos, pais e crianças de 4 e 5 anos, de diversas IPSS do concelho (dos 530 participantes, 175 adultos estiveram presentes nas Sessões de Sensibilização, tendo 355 crianças participado no Jogo do Consumidor). 
  • OS JOVENS E O CONSUMO - também integrou atividades de dinamização do Jogo do Consumidor e Sessões de Sensibilização, destinou-se aos jovens de diversas faixas etárias e níveis de ensino. Integrou 25 iniciativas, sendo 13 Sessões de Sensibilização em que participaram 344 alunos (do 7.º ao 12.º ano), e 12 ações de dinamização do Jogo do Consumidor para 267 crianças (do pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos). 
  • GESTÃO DO ORÇAMENTO FAMILIAR - destinando-se essencialmente a populações mais carenciadas, procurou contribuir para o aumento da literacia financeira dos consumidores (adultos). 
  • OS CONSUMIDORES E A PREVENÇÃO - direcionado para a população em geral, e em que foram abordadas as questões subjacentes ao Novo Regime de Proteção de Devedores e as Novas Regras do Arrendamento Urbano.
  • AÇÕES DE FORMAÇÃO SOBRE LITERACIA FINANCEIRA - para beneficiários de RSI e técnicos de ação social.
Em termos de balanço, considera-se como positivo o trabalho desenvolvido, atendendo quer ao número de ações realizadas e participantes envolvidos, quer às avaliações por estes efetuadas.
Assim, em termos de Apreciação Geral, no conjunto dos projetos, os resultados dos questionários indicaram que 56,2% dos participantes avaliaram as iniciativas com Muito Bom, tendo 39,4% considerado que o nível alcançado foi Bom; apenas 0,2% efetuaram uma avaliação negativa das iniciativas (nível Insuficiente), tendo 4,2% assinalado o nível Suficiente (ver Gráfico n.º 1).  Quanto às diferentes iniciativas, o Muito Bom foi igualmente dominante em quase todas, com exceção das Ações de Formação sobre Literacia Financeira, que a maioria dos formandos avaliou com Bom.
Para efeitos de avaliação, tiveram-se também em conta os aspetos do Conteúdo e do Desempenho do Orador, cada um dos quais analisado segundo diferentes itens (ver Gráficos n.º 2 e n.º 3, que representam a avaliação global dos cinco projetos segundo estes parâmetros).
De um modo geral, verifica-se um grande equilíbrio entre Bom e Muito Bom em todos os itens da Avaliação do Conteúdo, sendo que o Muito Bom obteve a primazia nos itens Interesse das matérias e Utilidade pessoal, respetivamente com 47,9% e 44,7% (Gráfico n.º 2).   














No caso da Avaliação do Desempenho do Orador, registou-se um maior desequilíbrio entre Bom e Muito Bom em todos os itens analisados, cabendo a primazia sempre ao nível mais elevado - o Muito Bom oscilou entre 63,6% na Clareza na comunicação e 54,3% quanto à Motivação suscitada (Gráfico n.º 3). 
Refira-se mais uma vez que, este balanço refere-se exclusivamente a atividades realizadas e/ou da responsabilidade do autor desta postagem.

Postado por: Manuel José Sargaço

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cauções de serviços públicos

exija a devolução até ao fim de 2015


O prazo para a restituição dos montantes pagos, a título de caução, aos seus fornecedores de água, eletricidade e gás canalizado, foi prolongado até final de 2015. 

Não perca tempo ... esta será, provavelmente, a última oportunidade para o fazer.

Apesar desta possibilidade estar prevista na lei desde 2007, muitos consumidores ainda não exigiram a devolução das cauções dos seus contratos de água, eletricidade e gás. O prazo tem sido sucessivamente prolongado e pode agora fazer o pedido até ao final de 2015
A cobrança destas cauções é proibida desde setembro de 1999. Os consumidores que as pagaram antes daquela data podem exigir o reembolso.
Para tal basta enviar um requerimento, à Direção-Geral do Consumidor, para a morada Praça Duque de Saldanha, nº 31-3º, 1069-013 Lisboa, ou preencher o formulário no portal. Se tiver mais do que um contrato, pode requerer a devolução das cauções na mesma carta, identificando com clareza cada contrato com número e o nome do titular.
Neste requerimento, devem constar:
  • identificação do consumidor, com cópia do B.I. ou cartão do cidadão e do cartão de contribuinte;
  • identificação da empresa prestadora do serviço;
  •  n.º do contrato e a morada do local onde é fornecido o serviço;
  • NIB da conta bancária do consumidor;
  • caso não seja o titular do contrato (porque este faleceu), mencione em que qualidade se apresenta: como herdeiro ou cabeça de casal da herança.

Os serviços dispõem da informação necessária para saber se pagou caução e se tem direito à sua restituição, não sendo obrigado a fazer prova. No entanto, só poderá exigir a restituição se o contrato não se encontrar em nome de uma empresa ou de um profissional.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PAINEL DE AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE CONSUMO
9.ª EDIÇÃO
 
Já está disponível a versão em português da 9.ª edição do Painel de Avaliação das Condições de Consumo, datada de julho de 2013.
Sendo um instrumento da Comissão Europeia criado com o objetivo de analisar o desempenho dos mercados dos diversos setores da economia na perspetiva do consumidor, constitui uma fonte de dados completos e comparativos nas áreas da concorrência e do consumo, de modo a identificar o que funciona mal nos mercados dos Estados-Membros.
Além de permitirem aos responsáveis políticos e outros intervenientes europeus e nacionais, fazer uma estimativa do impacto das suas políticas no bem-estar dos consumidores, comparando os desempenhos ao longo do tempo, estes dados também possibilitam às autoridades responsáveis pela aplicação da legislação relativa aos consumidores, a identificação dos domínios prioritários em que é necessário intensificar a referida aplicação.
A Estratégia Europa 2020 preconiza que «deve ser dada aos cidadãos a possibilidade de participarem plenamente no mercado único, o que implica aumentar as possibilidades e a confiança na aquisição de bens e serviços transfronteiras, principalmente em linha».
Um mercado único mais favorável aos consumidores, incluindo a sua dimensão digital, pode impulsionar significativamente o crescimento económico na Europa. Dado que a despesa de consumo final das famílias representa 56% do PIB da UE., salienta-se que o incentivo da procura é fundamental para a saída da UE da atual crise económica. “Só os consumidores informados e assertivos, confiantes de que os seus direitos são devidamente protegidos, estão aptos a fazerem as melhores escolhas, melhorando assim o seu próprio bem-estar e estimulando a concorrência, a inovação e a integração do mercado interno”.
Algumas das principais conclusões do 9.º Painel de Avaliação das Condições de Consumo:

$  O acesso fácil a ofertas em linha e transfronteiras contribui para o crescimento económico, proporcionando mais opções de escolha aos consumidores da UE e novas oportunidades de negócio para as empresas.
$ Várias iniciativas na UE visam reforçar a confiança dos consumidores no mercado único (digital), nomeadamente: a Diretiva relativa aos direitos dos consumidores; a legislação recente em matéria de resolução alternativa de litígios e de resolução de litígios em linha; e o processo europeu para ações de pequeno montante (a rever proximamente).
$  Apenas um quarto dos consumidores da UE está interessado em fazer compras transfronteiras e três quartos dos retalhistas vendem apenas no seu país, situação que não deverá registar alterações significativas a curto prazo.
$  Embora a percentagem de consumidores envolvidos no comércio eletrónico tenha aumentado de forma significativa nos últimos anos (de 20% em 2004 para 45% em 2012), a adoção deste tipo de comércio continua a ser bastante díspar em toda a UE.
$  Ainda que, nos últimos anos, o comércio eletrónico transfronteiras tenha registado mais elevadas taxas de crescimento do que o comércio eletrónico nacional, os consumidores da UE são consideravelmente mais suscetíveis de fazerem compras em linha a vendedores/fornecedores nacionais (41%) do que aos localizados noutros países da UE (11%). Embora 6 em cada 10 consumidores se sintam confiantes para fazerem compras em linha a vendedores nacionais, apenas um terço se sente confiante relativamente às compras transfronteiras.
$   A futura plataforma de resolução de litígios em linha (RLL) permitirá aos consumidores que fazem compras em linha, tanto a nível nacional como transfronteiras, resolverem os litígios que os oponham aos comerciantes, inteiramente em linha e sem terem de recorrer aos tribunais.
$  O Painel de Avaliação avalia a qualidade do ambiente de consumo através do Índice das Condições de Consumo, sendo este composto por 12 indicadores relacionados com a confiança dos consumidores, a legislação aplicada em matéria de segurança dos produtos e de interesses económicos, as queixas dos consumidores e as vias de recurso.
$   O Índice das Condições de Consumo evidencia grandes disparidades (de 30% a 60%) entre os diferentes Estados-Membros da UE. Segundo este índice, Portugal está entre os países com melhores condições de consumo, com um valor acima da média da UE, a par de países como a Finlândia, o Reino Unido, a Holanda, a Suécia e a Alemanha, entre outros. 

Para todos os interessados recomenda-se a consulta do estudo, disponível no seguinte link:

Postado por: Manuel José Sargaço

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

ATENÇÃO!!!

ALERTA DE PREVENÇÃO DO IKEA

Candeeiro de parede SMILAR

A empresa “IKEA” tem estado a levar a cabo uma “Ação de Prevenção” relativa aos Candeeiros de parede SMILA, os quais são comercializados em Portugal desde 2004, com os seguintes números de artigo:

000-970-97;  200-108-33;  201-993-11;  500-728-67;  900-108-77;  600-900-26;  800-900-54





Com esta ação, a IKEA pretende sensibilizar os consumidores, informando que este tipo de candeeiros - com cabo elétrico e instalados junto a um berço ou espaço de atividades - devem ser colocados fora do alcance das crianças e os respetivos cabos fixados de forma segura à parede.


Os cordões de candeeiros soltos podem apresentar um risco para bebés e crianças.

A empresa está a proceder à oferta de um “Kit de reparação” que inclui uma etiqueta de segurança, instruções de segurança e fixadores autoadesivos para fixar o cabo do candeeiro à parede.


Para mais informações, ligue 707 20 50 50 (Apoio ao Cliente da IKEA Portugal, disponível de 2.ª a sábado – das 9h às 22h e domingos e feriados - das 9h às 20h).
Também poderá consultar o sítio da empresa:

Fonte: IKEA e Direção-Geral do Consumidor

Postado por: Manuel José Sargaço

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

DICAS DE NATAL

Tal como no resto do ano, também nesta época festiva convém não descurar o rigor e a racionalidade nos gastos, tendo a preocupação de não sobrecarregar o orçamento familiar.
Assim, se é daqueles que, dando importância a esta quadra, não deixa de o manifestar através de pequenos gestos, pode seguir algumas das nossas sugestões, que se pretendem económicas e responsáveis.

%    Cartões de boas festas
Faça os seus próprios cartões. Se optar por comprá-los, prefira os cartões em papel reciclado e dê preferência às edições que revertem a favor de uma causa de cariz social (por exemplo, Unicef, Cruz Vermelha…).
%    Presentes
Faça você mesmo! Pequenos trabalhos de artesanato, pintura, renda e/ou bordado, culinária/doces, compor uma canção, entre outros, podem ser opções. Se não tiver nenhum talento especial, opte por oferecer presentes úteis e, se possível, de produção nacional, sem para isso necessitar de gastar muito dinheiro.  
%    Brinquedos
Quando adquirir brinquedos, verifique se são seguros e adequados à idade e ao grau de desenvolvimento da criança. O símbolo CE é obrigatório - significa que foi fabricado ao abrigo das normas europeias de segurança. Porém, em caso de dúvida, informe-se junto do vendedor.
%    Livros
O livro é um amigo e sempre uma boa prenda. Procure edições em papel reciclado. Os livros usados podem ser uma alternativa bem interessante; pode ser a oportunidade de oferecer “aquela obra” a “alguém especial” e a bom preço! Procure os pontos de venda de livros usados existentes nesta época.  
%    Solidariedade
Sensibilize os mais pequenos para doarem a instituições de solidariedade social alguns dos brinquedos e roupas que tenham em excesso e em bom estado. Em vez da troca de presentes entre todos, por que não decidir-se, em família, oferecer um presente a uma instituição ou a uma família carenciada?
%    Papéis de embrulho
Reutilize os papéis de embrulho dos presentes de anteriores festas de Natal ou de aniversário. Ensine as crianças a não rasgar estes papéis quando abrem os presentes.
%    Comida
Não cozinhe em excesso e tenha cuidado com os exageros à mesa. Para além de prejudicar a saúde, está a perder dinheiro e, mais uma vez, a gerar desperdício.
%    Bebidas
Consuma bebidas em embalagens reutilizáveis (com tara retornável). Não originam resíduos e são menos dispendiosas.
%    Loiça
Na sua festa de Natal e de Ano Novo não use pratos ou copos descartáveis (em plástico ou cartão) nem guardanapos ou toalhas de papel. Estes dão origem a muito lixo.
%    Embalagens
No final da festa, separe para reciclagem todas as embalagens que não puderem ser reutilizadas.
BOAS FESTAS
São os votos da equipa do Serviço Municipal de Informação ao Consumidor.



Postado por: Manuel José Sargaço
Nova lei do tabaco em 2014
Contrariamente àquilo que chegou a estar previsto, apenas em 2014 deverá existir uma nova lei do tabaco, a qual deverá coincidir com a conclusão e publicação de uma nova diretiva europeia sobre esta matéria.
De acordo com o secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, que anunciou as novas medidas durante uma conferência internacional sobre prevenção e controlo do tabaco, realizada no passado mês de novembro em Lisboa, a revisão da atual lei deverá basear-se na transposição da última diretiva europeia aprovada.
Ainda que Portugal tenha até abril de 2015 para pôr em prática as normas europeias, o processo de revisão da lei do tabaco deverá ocorrer já em 2014, prevendo-se, por exemplo, que a  dimensão dos avisos colocados nos maços de tabaco, com a eventual inclusão de imagens, podem  aumentar de 40% para 65%.
Assim, o preço do tabaco pode voltar a estar em causa, defendendo o secretário de Estado que “precisamos de ter tabaco mais caro e seria bom que o preço fosse universalmente alto e igual, pelo menos em função do poder de compra, em toda a Europa. Não vamos desistir de educar e formar os jovens, até porque são uma boa influência para os pais abandonarem o vício de fumar”.
Além da questão do preço, com o aumento dos impostos sobre o tabaco, as alterações deverão traduzir-se na total proibição de fumar em espaços públicos, como sejam o caso dos restaurantes, bares e discotecas.  Isto porque para Leal da Costa o "principal erro" da actual lei foi não determinar a total proibição do fumo em todos os estabelecimentos comerciais”. Assegura-se no entanto que, a nova lei apenas imporá a imediata interdição total de fumo nos novos estabelecimentos comerciais, havendo um período de transição de 8 anos para os comerciantes que instalaram sistemas de extração de fumos, dado que "os empresários fizeram investimentos vultuosos e têm de ser respeitados".  
A nova legislação, contudo, não irá proibir que se fume em espaços ao ar livre nem dentro dos automóveis com crianças a bordo, devendo seguir as diretivas europeias que recomendam a eliminação dos sabores nos cigarros como mentol e canela, considerados mais atrativos junto dos mais novos.
Este aspeto é particularmente significativo pois, ainda que tenha havido um aumento da taxa de abandono e que a grande maioria da população não fume (a taxa nacional é inferior a 20%), esta evolução não se refletiu entre os jovens dos 15 aos 19 anos. Dado ser preocupante a taxa de prevalência entre os adolescentes, o Governo pretende em 2014 aumentar a eficácia através de campanhas junto das escolas.
Outra situação preocupante tem a ver com as grávidas. De acordo com um estudo recente da Faculdade de Medicina do Porto e que abrangeu 5.200 grávidas, conclui-se que 50% das grávidas continua a fumar durante a gravidez. Mesmo entre as que deixam de fumar enquanto estão grávidas, cerca de 70% voltam a fumar após o parto.
Sendo o hábito de fumar o principal vício entre as grávidas dos países desenvolvidos, importa ter em conta que fumar durante a gravidez, não só aumenta a probabilidade de bebé nascer mais cedo e com menos peso, como aumenta em 40% o risco de nados-mortos. Ainda que as diretivas das autoridades de saúde determinem que os médicos de família têm a obrigação de encaminhar as grávidas, com acesso prioritário, para a consulta de cessação tabágica, na maior parte dos casos esse acompanhamento não existe nem durante nem após o período de gravidez.

Dados recentemente divulgados pela Direção-Geral de Saúde revelaram que, em 2012, se registaram em Portugal cerca de 10.600 mortes por causas associadas ao tabaco. Ou seja, o tabaco provocou cerca de 29 mortes diárias no nosso país. Só o cancro do pulmão mata 3 a 4 mil portugueses por ano.

Estes são alguns elementos sobre os quais importa refletir.
Fonte: Lusa, Público, Jornal i, Rádio Renascença e RTP
Postado por: Manuel José Sargaço

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

UNESCO 
Dieta mediterrânica é Património Imaterial da Humanidade

No passado dia 4 de dezembro, com a dieta mediterrânica, Portugal viu novamente reconhecida a sua inscrição na lista de bens do Património Imaterial e Cultural da Humanidade.

Depois do reconhecimento do Fado em 2011, agora foi a dieta mediterrânica que obteve esta mesma distinção, numa candidatura conjunta de Portugal, Croácia e Chipre, a que também se associaram Espanha, Grécia, Itália e Marrocos, países que desde novembro de 2010 já tinham os seus nomes e a sua dieta mediterrânica inscritos nos bens patrimoniais da UNESCO.

A dieta mediterrânica corresponde a um estilo de vida transmitido de geração em geração que, além da preparação, confeção e consumo dos alimentos, também abrange festividades, tradições orais e expressões artísticas, assim como técnicas e práticas produtivas, nomeadamente de agricultura e pescas, específicos desta região geográfica.

Depois de analisada a candidatura, no projeto de decisão da UNESCO é referido que “comer em conjunto é a base da identidade cultural e da sobrevivência das comunidades por toda a bacia do Mediterrâneo. É um momento de convívio social e de comunicação, de afirmação e renovação da identidade de uma família, grupo ou comunidade”. 

O sociólogo Jorge Queiroz, que integrou o grupo de organização da candidatura, e responsável pela exposição Dieta Mediterrânica, património cultural milenar, patente até Março no Museu Municipal de Tavira, salientou que “a inscrição na lista do património é um contrato entre a UNESCO e o nosso país, que nos traz novas responsabilidades", ficando estes sete países vinculados ao desígnio de partilhar e alargar esse trabalho a outras regiões da bacia do Mediterrâneo.  

A decisão foi tomada durante a 8.ª Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO, realizada em Baku, capital do Azerbeijão, tendo a delegação portuguesa sido chefiada por Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira, entidade que liderou esta candidatura.

                                                                                                                                           Fonte: Público
Postado por: Manuel José Sargaço